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The Board Trader Show: Melhor Solução Sustentável

Prêmio de Melhor Solução Sustentável / The Board Trader Show

Este ano iniciamos a nossa entrada, de forma mais consistente, no mercado de SP e fomos convidados pela LAR MAR (um dos nossos pontos de venda na região) para compor seu estande na The Board Trader Show com algumas pranchas. Dentre elas, algumas do nosso mais recente projeto: pranchas de cortiça (Corky).

Durante o evento, fomos selecionados entre renomados fabricantes, para o Best in Show. A Corky Fish Siebert foi votada como a Melhor Solução Sustentável.

Nossa proposta de eliminar a laminação usando uma cobertura de cortiça, com um fundo de madeira, num bloco de EPS reciclável, fez com que este projeto ganhasse destaque.

Estamos há alguns meses, juntamente com os shapers Tom Wegener, Grant Newby, Sergi da Flama Surfboards e Rodrigo Matsuda, desenvolvendo e trocando informação de forma constante, fazendo com que a evolução deste projeto, aconteça de forma rápida e consistente.

Estas pranchas encontram-se já disponíveis para encomenda, além de algumas opções à pronta entrega na nossa loja virtual (www.siebertsurfboards.com/shop).

Para mais informações e detalhes técnicos sobre as pranchas de cortiça, acesse: www.siebertsurfboards.com/surfboards

The Board Trader Show 2017

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Este ano participaremos, juntamente com a LAR MAR, do The Board Trader Show em SP. A feira reúne os maiores fabricantes do mercado de boardsports.

Novas ideias, novas maneiras de construção, materiais e conceitos revolucionários. Arte na fabricação de pranchas e acessórios.

Data: 28 a 30 de Setembro
Horários: 11h às 14h (Lojistas) / 14h às 22h (Público em geral)
Endereço: São Paulo Expo – Rodovia dos Imigrantes, Km 1.5 (SP)
Mais informações: www.theboardtradershow.com.br

Alaia Corky – “Revolution Board” (Revista Hardcore)

Na integra, matéria “Revolution Board” sobre as pranchas de cortiça na edição de Julho da Revista Hardcore:

Prancha de surf de cortiça. Sem quilha. Sem laminação…

Mesmo para quem frequenta as praias a décadas, este tipo de prancha causa estranheza.

A intenção é a mesmo de sempre: apenas se divertir de uma forma simples e despretensiosa.  Deslizar nas ondas.

Há poucos anos, as pranchas sem quilhas explodiram. Tom Wegener, com suas Alaias, talvez não tenha noção de quantas Alaias existem no mundo por sua causa. No Brasil, semanalmente recebo emails de pessoas que me pedem informações para fazer a sua própria. A facilidade de confecção fez com que muitos entusiastas se arriscassem neste shape, imaginando como seria deslizar nas ondas sem as quilhas.

Quem já teve a oportunidade de experimentar, está lendo e pensando: “forma simples e despretensiosa, pode até ser, mas para entrar nas ondas? Como é difícil!”

A Alaia, na sua forma original, tem pouquíssima remada e por este detalhe, exige bastante da parte física do surfista. Somamos a isto, a necessidade de uma onda com certa qualidade e a dificuldade de disputa-las com outros surfistas.

Então, se falta flutuação, basta faze-la flutuar! Por mais obvio que pareça, passaram-se alguns anos sem que ninguém desenvolvesse a solução. Bastaria maior leveza e maior espessura para melhorar a flutuabilidade, o que seria impossível mesmo com a Balsa ou Paulownia na sua forma maciça.

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Recentemente estas possibilidades começaram a aparecer em alguns países: Buscando leveza, uso de materiais menos processados e agressivos somado à novas técnicas de fabricação, esta vertente underground vem criando, nas pequenas salas de shape ao redor do mundo, algumas destas novidades.

Ano passado fiquei três meses na Austrália e tive a oportunidade de visitar dois incríveis shapers com quem eu já mantinha contato virtual a bastante tempo: Tom Wegener, percussor da explosão das pranchas de madeira e Grant Newby, criador do FishFry e dos projetos das pranchas de madeira da Firewire.

Quando ambos souberam da minha viagem, fizeram questão de me convidar para conhecer os seus trabalhos de perto. Tom Wegener em Noosa e Grant Newby na Gold Coast, me receberam como se fossemos um velho amigo: trocamos informações sobre materiais e produção e Grant insistiu para que eu aplicasse alguns dos seus processos assim que retornasse.

Depois que voltei para o Brasil a ideia ficou em standby até que, recentemente, tive a oportunidade de surfar com uma Albacore, uma prancha 4’11”, sem quilhas do Tom Wegener. Surfei com ela por quase um mês e nesse tempo, a ideia de produzir uma finless voltou à tona. Este tipo de prancha é absolutamente incrível! Não só é diferente, mas a sensação de deslizar em várias direções, e ao mesmo tempo ter um bom controle da prancha, faz você surfar com um sorriso no rosto. Os demais surfistas custam a entender o que está acontecendo.

O mais surpreendente é que não é tão difícil como parece! A flutuação, e consequente remada, é maior do que a de uma shortboard comum. Pura diversão despretensiosa!

Juntamente com Sergi da Flama Surfboards de Barcelona, voltei a trocar informações com Grant e Tom sobre testes que estávamos iniciando. Neste ponto, estávamos realizando experimentos paralelos com uma variedade de materiais e métodos, buscando, além de shapers funcionais, processos e materiais simples, eficientes e menos agressivos/poluentes.

Logo que acabei o meu segundo protótipo, vi uma postagem do Rodrigo Matsuda com uma praticamente igual! Ele estava desenvolvendo este projeto paralelamente, também sem saber disso. Entrei em contato com ele imediatamente para nos atualizarmos sobre os matérias e métodos utilizados.

Estes projetos estão sendo desenvolvidos com o uso de Paulownia, EPS e cortiça. O isolamento das pranchas com óleos naturais mostrou-se bastante eficiente se realizado da forma correta. Neste formato, o EPS fica completamente isolado pela madeira e pela cortiça.

Tom Wegener comentou sobre como a Paulownia impermeabilizada com óleos naturais, desliza na água. O fato de o óleo ser um material hidrofóbico (repele a água), pode realmente causar este efeito.

As pranchas ficam extremamente leves: nossa última prancha, uma finless assimétrica baseada nos conceitos do shaper californiano Ryan Lovelace, pesou apenas 1,71Kg!

O uso de madeira juntamente com EPS é relativamente comum, mas a adição da cortiça deu novos ares a estes projetos. A cortiça tem excelentes propriedades de resistência a choques, ao calor, e tem boa aderência, permitindo um surf sem o uso de parafina para muitos modelos de pranchas.

O fato da cortiça ser um material macio, traz outra grande vantagem, principalmente quando trata-se das finless. Este tipo de prancha exige uma base mais agachada, criando um centro de gravidade baixo, facilitando o controle. Esta base faz com que os pés estejam muitas vezes de lado, e a cortiça, macia, evita agressões à estas extremidades.

Da mesma forma que acontece nas shortboards, os recentes testes tem buscado equilibrar a resistência e flexibilidade das pranchas. Pequenas alterações na espessura da madeira, reforços ou mesmo forma de colagem, tem influência direta nos resultados.

Estas técnicas em desenvolvimento, podem ser aplicadas numa variedade de modelos pois a leveza traz a funcionalidade que algumas pranchas exigem. Provavelmente este será o próximo passo depois das Finless.

O que me chama atenção neste processo é a “corrida” para criar um modelo equilibrado, onde os experimentos bem-sucedidos são imediatamente compartilhados entre este pequeno grupo de shapers, para que todos possam testar tais elementos.

Sunhouse Surf

Um lugar que não poderíamos deixar de ter as nossas pranchas era na Gold Coast. Como nos outros lugares, haviam muitas surfshops, mas teríamos que achar alguma que tivesse relação com o nosso trabalho, da mesma forma que fizemos nas outras cidades. Mais uma vez a dica do Grant Newby foi certeira. Sunhouse Surf! Grant pediu para falarmos com Justin, o proprietário. Chegando ao local encontramos ele, apresentamos os produtos e recebemos uma aceitação quase imediata. Talvez pela recomendação do Grant. Coincidentemente, o Justin já esteve em Florianópolis, então também fazia ideia da presença do surf na cidade.

The Shop Next Door

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Voltamos para Umina Beach para organizar algumas coisas e em seguida fomos passar dois dias em Manly, na casa da minha prima, aproveitando a trip para divulgar as pranchas e skate. Perguntei ao Grant Newby se ele conhecia algum lugar que poderiam curtir nossas pranchas e ele indicou apenas um lugar: The Shop Next Door. Descendo o mapa, circulamos os rios até chegar a Narrabeen e continuar descendo, passando por cerca de 6 praias até chegar em Manly. Parei no costão esquerdo de Narrabeen para ver o mar e logo que desci do carro, ou vi um cara falar: “Nice boards mate!”, referindo-se ás pranchas que estavam no meu rack. Olhei bem… era o Matt Chojnacki. Bizarra coincidência! Quais as chances de cruzar com o cara neste litoral gigante, num dos milhares de estacionamentos das praias a mil quilômetros de Noosa?

O cara foi campeão do Noosa Festival of Surfing, que participamos no começo do mês. Vi o cara algumas vezes no festival mas eu não consigo ter essa atitude de fã, que vê o cara e vai em cima importunar. Surfei perto dele na época do campeonato, o cara é um dos melhores do mundo.

Conversamos por um bom tempo no estacionamento em Narrabeen, ele mostrou suas pranchas, incríveis, e conversamos sobre o meu trabalho e sobre o documentário que ele estava finalizando. Ele testou algum dos nossos skates e emprestei um dos meus Slalom 22″ para ele ficar algumas semanas, já que eu tinha mais alguns em Umina.

Voltando ao assunto: fiz a mesma pergunta sobre algum lugar legal para mostrar as pranchas, e o Matt deu a mesma dica: The Shop Next Door. Eu já seguia esta loja no Instagram e há um detalhe da loja que me agrada: Uma parede com medidas de prancha onde o pessoal da loja faziam fotografias das pranchas novas e fotos dos clientes com as pranchas vendidas. Simples, mas sempre me chamou a atenção.

Chegando em Manly, eu e meu “primo” Omer Tidhar, fomos na loja e conhecemos o Taylor e a Emilie, responsáveis pela loja. O feedback do Taylor não poderia ser melhor. Deixamos um long, uma mini-simmons e um skate long 60 polegadas.

A loja realmente era incrível e pude entender o por que das indicações para eu deixar meus produtos por lá. Ficamos por mais de 3 horas conversando com o Tyler e descobrimos inclusive alguns amigos em comum de Florianópolis. Ele me perguntava: “Are you manézinho?”, termo local para quem nasce em Florianópolis.

Apenas neste mês conheci várias pessoas, que mesmo vivendo do outro lado do mundo, têm tanto em comum comigo, que impressiona.

Obrigado Omer e Lú pela hospedagem e por nos mostrar um pouco da região que é espetacular.